Ter ou não ter?...


Como sabemos, toda história tem um começo. E nada melhor que iniciar esta página contando como ela veio à vida. E olha que essa é uma looonga história, um projeto que ficou bastante tempo no forno até ficar no ponto. Ora por falta de tempo, ora por desleixo. Até que dei por mim e percebi que essa demora representava o fato de que eu andava meio relaxada demais com a minha própria vida. Mas já está mais do que na hora de assumir compromissos, de tomar as rédeas da vida e guiá-las por um rumo que, apesar de ainda incerto, mostrem comprometimento e dedicação com as menores coisas da vida, que são justamente as que têm maior valor e as que levaremos para sempre conosco, seja um abraço carinhoso da mãe, as lembranças de um amigo ou as fotografias daquela inesquecível tarde de verão.

Por muito tempo a dúvida em “ter ou não ter” foi latente... Eu vejo por aí muitas páginas que revelam mais do que reflexões, em que algumas pessoas expõem sua vida própria, bem como a de outras pessoas, transformando aquilo quase que em uma espécie de “diário de páginas abertas”, um confidente íntimo-público. Isso me fez relutar por muito tempo à cultura cibernética. Por outro lado, também visito endereços de conteúdo variado com a agradável freqüência em que posso ter não apenas momentos de lazer, mas também enriquecimento cultural, pessoal e mental. E esses sim me fizeram acreditar que existe uma fórmula mágica para os avanços tecnológicos e seus benefícios. Enfim, sempre quis poder levar minhas reflexões comigo onde quer que eu fosse, de forma organizada e simples. Foi então que a dúvida em “ter ou não” um blog chegou ao fim, pois essa seria uma solução muito prática para resolver meu dilema.

O primeiro passo estava resolvido. Agora restava a escolha de um nome. E claro que escolher um nome não é algo assim tão simples quanto parece, afinal, um nome deve traduzir sua personalidade, representando tudo aquilo que almeja ser. Além disso, mesmo sem ter nada a esconder de ninguém, nem nada a temer, a idéia de criar um pseudônimo me perseguia ardentemente. Afinal, além de preservar minha privacidade, um codinome poderia conferir maior liberdade criativa e expressiva. Às vezes temos receio de expressar algumas de nossas mais profundas opiniões, e através de uma personagem nos sentimos livres para viver qualquer aventura, qualquer dúvida ou medo desaparece completamente. É como um artista, que em sua obra traduz todos os sentimentos aprisionados em seu âmago, ou como um ator, que pode vivenciar quantas vidas desejar, sem ter de abandonar sua própria realidade.


Dessa forma, o segundo passo também já estava resolvido. Agora eu tinha um blog, liberdade criativa e de expressão, privacidade garantida e diversão. Mas ainda faltava o bendito nome.
Mesmo não querendo impor ligações pessoais (o que é impraticável, pois toda forma de expressão, por mais imparcial que tente ser, carrega sempre algum tom de pessoalidade e personalidade de quem a representa), o nome precisava de algum detalhe que ligasse a realidade e a fantasia. Antes do blog, “eu” precisava de um nome. E dentre algumas alternativas, o grande vencedor foi aquele surgido de um episódio cômico e curioso de minha vida. Mas é claro que não vou revelar esse episódio aqui, pois essa informação poderia comprometer e colocar em risco minha identidade secreta. Com isso, me apresento à vocês como Soraia!

E por que “Devaneios de Soraia”? Explico-me. O dicionário define “Devaneio” como um capricho da imaginação, um sonho ou fantasia, uma divagação da mente. De certa forma, é exatamente isso que temos aqui. Pensamentos e reflexões que, no fundo, todos reconhecemos e contemplamos, cujas palavras não mudam o mundo ou a vida de ninguém. São apenas uma forma de extravasar nossas angústias e desejos mais profundos, nossos questionamentos e a fome por compreender e ser compreendido. Pois no final, o que conta realmente são as experiências adquiridas ao longo do caminho, pois nenhuma conquista está contida na chegada, e sim na viagem percorrida.

Aos amigos (que sabem que sou), muito obrigada por fazerem parte de muitas de minhas histórias; sem vocês, elas jamais seriam as mesmas. E aos demais leitores, espero que encontrem o que procuram, e que as palavras aqui escritas possam contribuir de alguma forma, mesmo que seja simplesmente para alguns minutos de lazer.

Seja bem vindo, e boa viagem!


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(Machado de Assis)
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