House também ama….

HOUSE: Hugh Laurie as Dr. Greg House. The third season of HOUSE premieres Tuesday, Sept. 5 (8:00-9:00 PM ET/PT) on FOX. ©2006 Fox Broadcasting Co. Cr: Michael Yarish/FOXQue o Dr. House é reconhecido por seu péssimo temperamento e sarcasmo intacto, isso todo mundo sabe. Mas o que muitos ainda não descobriram é que por trás daquela parede de rocha rústica existe alguém que também sabe amar….

Em várias ocasiões House deixa escapar sua sensibilidade, mas a morte de Kutner foi um dos episódios que mais abalou o Doc…..

Como em toda série, cada personagem tem sua própria história, repleta de problema e enigmas que adoramos descobrir ao longo das temporadas. House dispensa maiores explicações, certo. Taub é um cirurgião plástico que viu sua carreira desmoronar ao ter um caso com uma enfermeira. Foreman é o Dr. Perfeição, mas de tão perfeito, beira na maioria das vezes uma frieza implacável. Treze é o mistério em pessoa, a começar do nome, tudo relacionado ao drama d e sua doença: a Síndrome de Huntington. Wilson é um oncologista meio bobão, único amigo de House e um azarado em relacionamentos. E Cuddy é a mãezona que tem que por ordem na casa, sendo a única capaz de contornar os impulsos de House, além de ter uma relação mal explicada com o ele (afinal, eles fizeram sexo ou não?!). Temos ainda o Chase, que permanece mais tempo em conflito com House que qualquer outra situação, e a Sra. Cameron, também uma paredão implacável para o sarcasmo de House.

No meio desse turbilhão, por muito tempo também esteve Kutner, o garoto que viu seus pais serem assassinados quando tinha 9 anos e se tornou o médico, até então, mais ‘normal’ da equipe. Até o dia em que 1Treze e Foreman o encontram morto em seu apartamento, vítima de suicídio. O choque abala toda a equipe do hospital, que fica perplexa por não ter visto sinais ou motivações para a atitude de Kutner. Treze e Foreman ficam de luto, Taub se afunda em um caso para fugir da realidade. E nesse turbilhão, House tenta demonstrar a frieza de sempre, enquanto no fundo é o que mais se culpa por não ter observado o comportamento do pupilo para tentar evitar a tragédia.

O episódio entitulado “simples assim” foi um dos mais tristes e emocionantes da série. A morte de Kutner mexeu com os espectadores e causou comoção geral. Sabe qual é a parte mais trágica? Essa foi a estratégia dos roteiristas para conseguir explicar a saída do ator Kal Penn que partiu para a carreira política como o novo diretor associado do escritório de comunicação pública de Obama em maio de 2009. Que reviravolta!

Mas é interessante notar que essa não é a primeira demonstração de afeto de House. Como não aocmpanhei a série toda religiosamente, não posso indicar todas as pontuações sobre o assunto em questão, mas me recordo bem de um episódio em que House se apaixona por uma médica do Alasca, a quem precisa ajudar via web. E há ainda vários outros momentos em que ele deixa escapar lapsos sentimentais pela sua inseparável equipe, com quem contracena uma relação de amor e ódio frequente e saborosíssima, dando ao telespectador o que a série tem de melhor: os diálogos. Confusos, profundos, desconexos e inacreditáveis. É assim que House conquistou platéias e fãs ao redor do mundo.

 

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(Machado de Assis)
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