Supernatural e Fringe – Os 18’s

da3902061f63e47ce57bf4874906bdba-300x208Ainda estou chocada!

Em Fringe o episódio 2.18 foi capaz de interligar o que poderia ser só mais um caso para a divisão Fringe com a válvula motora da série nesta reta final da temporada: a dúvida de Walter em contar ou não para Peter a verdade sobre sua origem… E em Supernatural vimos Dean quase dizer o fatídico sim para o arcanjo Miguel em troca da salvação de Dean e Adam (lembra dele, o outro irmão Winchester?)….

A coisa continua esquentando…..

 

Fringe – 2.18 – White Tulipimage

Tudo começa de forma muito semelhante ao primeiro episódio da série, quando um avião pousa com toda a tripulação morta. Dessa vez, o mistério está dentro do vagão de um trem, onde todos estão mortos, celulares, notes e aparelhos eletrônicos descarregados, e apenas um homem é visto saindo caminhando pela estação. Trata-se do Dr. Alastair Peck, um cientista que já realizou importantes trabalhos na NASA e trabalhava no MIT em um projeto sobre a capacidade de viajar no tempo. O problema é que cada vez que o FBI está prestes a pegar o cientista ele desaparece, voltando no tempo exatamente para o vagão, e reiniciando toda a trajetória da equipe, que não se lembra de nada, já que, teoricamente, nada aconteceu ainda.

Em certo momento bate um receio de que o episódio possa ficar dando voltas e não chegar a lugar algum, até que a revelação do motivo que levou Peck a colocar em prática sua extensa e complexa pesquisa o liga imediatamente ao drama vivenciado por Walter. A busca do cientista é uma tentativa de voltar ao dia 18 de maio, 10 meses antes do tempo presente, para salvar sua noiva de um acidente de carro sofrido após ele ter discutido com ela, o que o fez carregar consigo a culpa pela morte da moça durante todos esses anos. E por que ele volta sempre para o vagão? Por um erro de cálculo em sua fórmula, que não o permitia ir além daquele passado, mas que logo foi solucionado por Walter.

Mas o Dr. Bishop fez muito mais do que isso. Tentou convencer Peck de que sua volta no tempo para tentar corrigir um erro pode fazê-lo carregar um peso muito maior pelo resto de sua vida. É então que o cientista – que começa o episódio escrevendo uma carta para Peter, onde revela toda verdade – conta seu segredo solidariamento ao Dr. Peck, e que automaticamente explica uma de suas falas à Olívia poucos instantes antes: antes de trazer Peter do outro universo, Walter não acreditava em Deus. Mas então, desde aquele ato, sente que Deus o culpa todos os dias por sua interferência no rumo do universo. Agora, sua espera consiste em aguardar um aviso divino de que Deus o perdoou na forma de uma tulipa branca (algo quase impossível) para que tenha alguma esperança de que Peter também possa perdoá-lo. (Vale destacar também, como foi muitíssimo bem lembrado por Adelton – TD Séries, a discussão entre os limites da ciência e do divino, quando cientistas ultrapassam as barreiras do limite natural para brincar de Deus….)

Ele não consegue convencer Peck a desistir, e o Dr. o Tempo consegue, com a ajuda de Walter no ajuste da fórmula, voltar até sua amada e dizer a ela que a ama, o que não impede o acidente de carro, onde os dois acabam morrendo. Contudo, antes de partir, ele deixou uma carta para Walter, a ser entregue apenas na data futura (o presente do episódio), através de sua única amiga no MIT.

Voltamos então à cena inicial, com Walter escrevendo sua carta para Peter, e após terminá-la, ele a queima na lareira, como se escrevendo a verdade que jamais seria lida pudesse tirar o peso de sua consciência, assumindo que jamais revelaria a verdade ao filho. Até que um envelope chega pelo correio, e qual não é sua supresa ao receber desenhada simbolicamente uma tulipa em um papel branco… Mais uma das cenas emocionantes e memoráveis que entra para o hall especial de Fringe…

 

Supernatural – 5.18 – Point of no Return

SUPERNATURALComemorando o centésimo episódio, Supernatural deixou muitos fãs com o coração na boca.

Não foi, assim, um dos episódios arrebatadores, como muitos que a série já foi capaz de entregar, mas ver Castiel dando uns sopapos em Dean e aguardar ansiosamente pelo sim ou falso sim ao Miguel valeram seus melhores momentos.

Cansado, Dean está disposto a desistir de lutar contra seu destino e dizer o tão assombroso sim como receptáculo de Miguel. E logo de cara Bob já nos entrega uma de suas melhores cenas em toda a história da série, dando um belo sermão no rapaz e mostrando o quão injusto ele foi ao desrespeitar a importância do caçador na vida dos Winchester.

Eis então que mais um Winchester retorna da morte (seria essa uma característica sanguínea da família????): Adam, o irmão bastardo de Dean e Sam. Ele ressurge enfeitiçado por Zacarias, que lhe disse para não confiar nos irmãos, mas na verdade era tudo uma grande armadilha do anjo zangado, que após ser demitido pelo chefão, ganha uma última e definitiva chance para fazer a coisa certa.

Dean, que estava sendo vigiado para não abrir mão de tudo e dizer o ‘poderoso' sim, dá o golpe em Castiel e escapa. Cas e Sam vão procurá-lo, e Dean recebe uma merecida lição do anjo humanizado com uma surra e tanto. O problema é que, enquanto isso acontece, quem foge é o Adam, e o clã formado por Sam, Dean e Castiel vai em seu resgate, cientes de que tratava-se de uma armadilha de Zacarias.

Adam está preso na mesma sala em que Dean foi aprisionado antes da libertação de Lúcifer, com os mesmo hamburguers e comilanças. Castiel, cada vez mais hábil, dá conta de despachar cinco anjos de volta aos céus e abre caminho para Sam e Dean, que encontram Adam e Zacarias na sala misteriosa (que fica localizada em um bairrinho da Califórnia, decepcionando Dean… rs). Aí é que vem o ápice da coisa…. Zacarias tortura Sam e Adam para chantagear Dean, que, encurralado, diz o tão esperado sim, para desespero de todos nós. Mas, como não haveria Winchesters sem o golpe de misericórdia, ele faz algumas exigências, entre as quais a principal é dar um fim em Zacarias, que não passava de um anjo descartável para Miguel conseguir o que queria. E num descuido de Zac, Dean o mata sem pensar duas vezes, e socorre Sam para que saiam da sala antes que Miguel chegue. Mas Adam fica preso e acaba voltando para o mundo dos mortos, de onde não teria saído se não fosse pela chantagem de Zacarias.

Com isso, terminamos o episódio certos de que a esperança em Dean ainda não morreu completamente, e que ele provavelmente está voltando a luta. Ainda temos o foco em sua luta contra seus próprios princípios e emoções. Mas me pergunto em que vai dar o final desse apocalipse….

Fazendo uma rápida avaliação da temporada, não foi um auge, mas teve seus grandes momentos. Só que toda expectativa de que anjos e demônios, céus e infernos finalmente se enfrentariam, ainda está morno, morno….. Tudo bem que o Cas está fazendo a parte dele, mas ainda não tivemos uma grande batalha digna do confronto entre dois mundos….. Será que ela está guardada para o final da temporada?

2 comentários:

Adelson (TD Séries) 18 de abril de 2010 23:45  

Olá, Letícia!

Que episódios mais fantásticos estes dois, não?

Com relação a Fringe, concordo com você: a tulipa branca recebida por Walter foi um dos momentos mais tocantes de todo o seriado! Por outro lado - e não sei se estou viajando demais - vejo o Dr. Peck assumindo seu papel como Deus, o que não é raro quando vemos cientistas capazes de desafiar as leis da física.

Supernatural também foi fantástico! Adoro ver Castiel fora de si, cada vez mais humano em seu papel de anjo rebelde.

Estamos próximos dos finais das temporadas de diversos seriados e tenho certeza de que veremos ótimos episódios nas próximas semanas.

Um abraço e parabéns pelo texto!

Letícia 19 de abril de 2010 00:35  

Valeu, Adelson!

E não, você não está viajando não! Sua teoria sobre cientistas assumirem um papel meio que divino está totalmente dentro da lógica. No fundo, sempre houve essa eterna discussão entre Ciência e Divindade, mas quando um cientista resolve brincar de Deus, as consequencias sempre acabam aparecendo.....

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