Bon Jovi | 25 Anos – Parte III

imageContinuando nossa viagem pelo universo de Bon Jovi, chegou a hora de falar dos anos 90….  Época em que já estava crescidinha e podia acompanhar um pouco mais sobre a banda… E época também de conflitos e retornos para nosso quarteto de astros em plena ascensão….

Mas o sucesso acabou superando as divergências, pelo menos na frente dos bastidores…..

 

 Os Anos 90

Após a exaustiva turnê de New Jersey, que veio sem descanso em seguida de Slippery When Wet, a banda decidiu se separar por algum tempo para não sucumbir às constantes brigas que estavam prejudicando a relação entre seus membros.

E como em toda separação, cada um foi experimentar coisas novas para ver no que poderia dar…

Ainda em 1990, Jon Bon Jovi lança o seu primeiro álbum solo, Blaze of Glory, e que foi trilha sonora do filme Young Guns II (Jovens Demais Para Morrer 2 – ótimo!). Hits como Blaze Of Glory (seu clipe até hoje é um dos mais exibidos em toda história da MTV), Miracle e Santa Fe faziam a alegria dos fãs, rendendo 2 platinas e mais de 2 milhões de cópias vendidas só nos EUA. Mas é claro que Jon contava também com o atributo de sempre ter sido o queridinho do público, principalmente da mulherada…. O talento de todos da banda era capaz de mantê-los na ativa, mas sabemos como a indústria de massa funciona….

 


Richie Sambora também lançou um disco solo. Stranger in This Town é de 1991 e foi baseado em suas raízes de blues. O trabalho não chamou tanta atenção da mídia, as vendas foram baixas e a turnê promocional foi bastante curta. O show mais lembrado foi o de San Diego (EUA), em 1991, capturado no próprio soundboard e gravado em alguns cds bootlegs ao redor do mundo. Eu conferi, e é um bom trabalho. Depois de Jon, Richie era o que tinha mais chances de se destacar, até porque seu vozeirão consegue segurar bem as pontas sozinho (em algumas canções, dá um toque especial!). Mas a magia de ter ele e Jon fazendo o que melhor sabiam fazer só poderia ser completa se estivessem juntos….

Foi assim que, em 1992, a banda se reuniu novamente. Depois de experimentar o novo por aí e perceber que faltava a essência que só a união de seus poderes (desculpe, não resisti ao momento Capitão Planeta! rs) era capaz de criar…. O reencontro deu origem à uma nova fase, com letras mais políticas do que românticas e novos cabelos, entrando de fato na década de 90. O resultado foi o álbum Keep the Faith, outro sucesso da carreira de Bon Jovi, com 5 Platinas no Canadá, 2 nos EUA, 3 na Suíça e na Austrália,  e mais 1 em Uk, Alemanha e Japão. Foi desse álbum que saiu também Bed of Roses, I Believe, Dry Country e In These Arms, além da própria faixa título, que marcou época.

 


A seguir, veio o ápice de todos os álbuns: Cross Road, em 1994. O álbum foi um dos mais vendidos e populares do mundo, reunindo as canções mais famosas da banda e algumas músicas inéditas, como Always, que originalmente foi feita para a trilha sonora do filme O Sangue de Romeo e acabou fazendo muito mais sucesso que o longa, sendo uma das músicas mais lembradas do grupo. Outra novidade foi Someday I’ll Be Sathurday Night, que teve que ser retirada das paradas da MTV brasileira para dar chance a outros clipes. Nesse ano, Alec John Such deixa a posição de baixista da banda, sob rumores conflitantes de alcoolismo, uso de drogas e acidentes de moto e o baixista Hugh McDonald assume seu lugar.

 


Em 1995 era a hora de These Days. A banda ganhava então um clima mais soturno e reforçava sua nova postura, ainda mais socialmente crítica do que Keep the Faith, com letras visivelmente mais complicadas e maduras. Nessa fase, emplacaram sucessos como a melancólica This Ain’t a Love Song, Lie To Me, Hey God e a faixa título do disco. É o mais vendido da banda no Brasil, e entre as platinas foram 3 no Japão, 2 no Canadá, Alemanha, UK e Austrália e 1 nos EUA e Suíça.

 


No mesmo ano, gravaram 3 shows consecutivos no lendário estádio Wembley, em Londres, com todos os ingressos esgotados. Para promover o disco, o quarteto saiu em turnê por quase todo o mundo, passando por países comoÁfrica do Sul, Índia e Tailândia. No Brasil, a banda se apresentou em SP, RJ e Curitiba, tendo todos os ingressos para seus shows vendidos.

Após o final da excursão, em 1996, decidiram novamente dar um tempo. A justificativa dessa vez era se dedicar aos projetos pessoais. Tinham sentido o gostinho de ser independente por um tempo, e a tentação disso ser melhor do que a vida em grupo mais cedo ou mais tarde iria retornar….

Em 1997, Jon lança seu segundo álbum solo, Destination Anywhere, com fortes influências do rock britânico. Junto com o disco, foi lançado um curta-metragem de mesmo nome. Baseado nas letras do álbum, o filme teve a colaboração de Mark Pellington como diretor e roteirista, e contou com a participação dos atores Kevin Bacon, Demi Moore, Annabela Sciorra e Whoopie Goldberg. Como parte da divulgação do trabalho, Jon veio até o Brasil e se apresentou em programas de grande audiência como o Domingão do Faustão, Planeta Xuxa e Programa Livre, trazendo o hit Janie, Don't Take Your Love To Town como um grande sucesso naquele ano, assim como Midnight in Chelsea.

 


No ano seguinte, Richie Sambora fez o mesmo com o álbum Undiscovered Soul, que mostrou seu amadurecimento musical e contou com a participação de Steve Tyler, do Aerosmith, na gaita de If God was a Woman. Algumas músicas chegaram a tocar nas rádios brasileiras, como Hard Times Come Easy e In It For Love.

 


David e Tico Torres tentaram durante as duas separações emplacar algum sucesso, mas atuaram com trabalhos mais discretos…

Assim, a trupe encerrou a década de 90 dando vazão às próprias vontades para que no novo milênio voltasse a se reunir para não se separar novamente…. No próximo post veremos como foi a era dos anos 2000, os boatos de uma quase ruptura definitiva e o ápice do retorno com The Circle. Não perca!

0 comentários:

Related Posts with Thumbnails
.
Aqui você encontra
Comunicação, música, cinema, arte, publicidade, literatura, entretenimento, mundo e outros devaneios...
.
.
A loucura é uma ilha perdida no oceano da razão.
(Machado de Assis)
.
.