Mumford & Sons

mumford-sons-sigh-no-moreFormada em 2007 por quatro londrinos que se revezam sem qualquer dificuldade nos instrumentos,Marcus Mumford (bateria, guitarra, vocal), Country Winston (banjo, slide guitar, vocal), Ted Dwayne e Ben Lovett (teclados, vocals) chegaram sem grande alarde e estão conquistando platéias por aí. O que conta aqui não são as batidas modernas e globalizadas, mas o velho, tradicional e bom som do folk rock, ao qual Mumford & Sons deu um toque de personalidade própria...

Tudo começou com muitas viagens em ônibus apertados, alguns EP’s lançados sem muito impacto na mídia, a abertura de turnê de Laura Marling e uma participação no Glastonbury Festival em 2008. Fato é que a qualidade sonora dos rapazes e o bom e velho boca a boca chamaram a atenção da gravadora Island Records, que em 2009 produziu o primeiro disco do grupo.

Com apenas um álbum gravado, eles já são motivo de sucesso entre o cenário da música folk, principalmente em Londres e na Austrália. Tanto que foram parar no Grammy 2011, dividindo o palco com ninguém menos do que Bob Dylan – e foi aí que fiquei curiosa e decidi conhecer melhor o trabalho dos rapazes. Sabe quando você escuta aquele som que de alguma forma te dá a sensação de que vai gostar daquilo? Pois então...

O folk rock é um estilo que combina elementos da música folclórica com o rock, o que gera resultados que alguns chamam de ‘música de raízes culturais’. Em lugares como a Irlanda, por exemplo, essa característica é muito presente. Mais conhecido a partir da década de 60, ao longo da história ganhou ramificações, como o acid folk, o folk psicodélico (falamos esses dias mesmo do rock psicodélico de Jefferson Airplane) e o folk progressivo. Para se ter uma idéia de como não é um estilo tão distante quanto seu conceito faz parecer, artistas como John Denver, Joni Mitchel, Bobo Dylan, Damien Rice, Bruce Springsteen, Cat Stevens, Neil Young, Van Morrison, Tim Buckley e Colbie Caillat são alguns nomes que se infiltraram nesse movimento.

O Mumford & Sons resgatam um pouco do folk mais tradicional. Com o álbum Sigh No More apresentam 12 faixas que revigoram o estilo com muita classe e bom gosto, das quais a mais famosa comercialmente até o momento é Little Lion Man. Mas não se pode ignorar a profundidade de  White Blank Page e Timshel, a beleza simbólica de I Gave You All e a intensidade de Thistle & Weeds.  Awake My Soul é uma mensagem para revigorar o ouvinte, enquanto After the Storm confronta nossos medos. A faixa título, que encerra o disco, é o retrato de contrastes, com uma abertura melancólica e um encerramento energizante.

 

 

Com uma batida gostosa de se ouvir, a sequencia rítmica de suas canções geralmente é crescente, o que cria um envolvimento imperceptível para o ouvinte, que quando dá por si, já está completamente dentro da melodia... E a composição vai além do instrumental mais puro, chegando à letras que poderiam ser consideradas obras literárias (não é à toa que são inspiradas em textos de Shakespeare).

Li em algum lugar que eles lembram um pouco o Kings of Leon em início de carreira... E pior que lembram mesmo.. Mas bem lá no início, quando eles ainda eram um rock meio country..

Dizem que o show do grupo é um espetáculo a parte. E deve ser mesmo. Afinal, se no dia-a-dia eles conseguiram criar uma identidade própria do som que produzem às vestimentas que usam, imagina o show como não deve ser.....

Taí, gostei.... Entrou para minha coleção!

 

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A loucura é uma ilha perdida no oceano da razão.
(Machado de Assis)
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